sexta-feira, 29 de julho de 2011

Com câmbio favorável, Paper Mate regressa ao Brasil


Negócios

Com câmbio favorável, Paper Mate regressa ao Brasil

Micheli Rueda   (mrueda@brasileconomico.com.br)
29/07/11 10:00
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"Nosso objetivo é oferecer inovação ao consumidor que está disposto a pagar mais por um produto melhor"

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Depois de oito anos fora do mercado brasileiro, a marca Paper Mate retorna às prateleiras das papelarias e lojas de materiais de escritório.
Reconhecida pelo seu corretivo Liquid Paper e a caneta Kilométrica, a marca é de propriedade da americana Newell Rubbermaid. No Brasil, a multinacional lidera o mercado de brocas, com 70% de participação, por meio da companhia Irwin.
A história da Paper Mate no país teve início em 2000, quando a Newell Rubbermaid adquiriu a marca da Gillette, apenas dois anos após sua entrada no setor de papelaria.
Enquanto uma marca da Gillette, alguns produtos da Paper Mater eram produzidos no Brasil, mas como o processo de compra não envolveu fábricas, a Newell Rubbermaid apostou no modelo de importação.
O agravamento das condições macroeconômicas à época, no entanto, levou a interrupção da importação dos produtos.
"As condições estavam desfavoráveis, com um dólar equivalendo a R$ 3,70. Foi uma decisão tática, tomada por outras multinacionais também", disse Rogério Andrade, diretor de marketing do segmento de papelaria da Newell Rubbermaid no Brasil.
"Na época, o Brasil estava endividado e contava com pouca reserva de dólar", completou.
Com o cenário econômico inverso, a empresa realizou nos últimos dois anos pesquisas de mercado para pisar confiante em solo brasileiro mantendo o modelo de negócio baseado em importação.
Segundo Andrade, 53% dos brasileiros lembram da caneta Kilométrica, enquanto 50% da população recorda do Liquid Paper e 36% reconhece a marca Paper Mate.
"A pesquisa mostrou que a marca é forte, então não é como começar do zero", disse o executivo.
A companhia pretende no futuro instalar fábricas no país, tendo em vista que os custos de importação têm impacto no resultado financeiro.
Sem revelar dados estratégicos de faturamento e investimento, Andrade afirma que as vendas às distribuidoras de material de escritório e papelaria começou no final de junho.
Em âmbito mundial, as vendas do segmento de produtos de escritório somaram US$ 1,7 bilhão em 2010, valor 2% superior ao apurado um ano antes.
Quanto aos concorrentes, incluindo a China, a companhia mantém a política de posicionar os preços de acordo com os produtores nacionais.
"Nosso objetivo é oferecer inovação ao consumidor que está disposto a pagar mais por um produto melhor", garante o executivo, que destaca como singular a maciez das canetas Kilométrica.
Além da Paper Mate, a Newell Rubbermaid traz também os marcadores da marca Sharpie ao Brasil, com a proposta de ampliar a demanda por este tipo de material mostrando as diversas ocasiões de uso, hoje praticamente restritas a escritas em CD, DVD e caixas de papelão.
Considerando o Brasil um mercado estratégico, neste primeiro momento, a empresa está focada em fazer a distribuição dos produtos para todos os pontos de venda, deixando para mais tarde a comunicação com o consumidor.
No começo de 2012, aproveitando o período de volta às aulas, o plano de marketing será mais incisivo com as duas marcas.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Ata do Copom garante impulso à bolsa brasileira


Ata do Copom garante impulso à bolsa brasileira

Micheli Rueda   (mrueda@brasileconomico.com.br)
28/07/11 12:46
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Perto do prazo limite, parlamentares americanos votam hoje aumento do teto da dívida dos Estados Unidos
Perto do prazo limite, parlamentares americanos votam hoje aumento do teto da dívida dos Estados Unidos

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Otimismo gerado pela ata do Comitê de Política Monetária (Copom) associado a um movimento de correção garante a trajetória positiva da bolsa brasileira nesta quinta-feira (28/7).
"A ata do Banco Central (BC) sugeriu que não terá mais aperto monetário via Selic, o que pode ser considerado uma boa notícia", disse André Perfeito, economista da Gradual Corretora.
O economista não descarta, no entanto, que a autoridade monetária se valha de outras medidas, como ajuste de compulsório.
Perfeito faz ainda um alerta sobre o movimento do Ibovespa neste pregão e sugere cautela ao investidor: "pode ser apenas uma reposição de carteira".
"O alta do Ibovespa está mais forte que o desempenho de Wall Street, como já caiu bastante abriu um ponto de compra", considerou o economista.
Há pouco, o Ibovespa subia 1,33%, aos 59.065 pontos. O giro financeiro rondava os R$ 2,120 bilhões.
O índice paulista recebia impulso extras das blue chips Vale e Petrobras, cujas ações apreciavam 0,92% e 0,13%, respectivamente.
Destaques
Entre as ações que compõem o índice, as ordinárias da Redecard (RDCD3) lideravam os ganhos, com alta 4,68%, aos R$ 26,17.
"Mesmo com um cenário competitivo, a Redecard apresentou um bom resultado", ponderou William Castro Alves, analista da XP Investimentos, destacando a pressão nos custos por conta da inflação.
Na outra ponta, a maior queda do dia era dos papéis da Light (LIGT3), que depreciavam 2,59%, cotados a R$ 28,17.
Câmbio
No mercado de câmbio, o dólar marcava alta de 0,58% em relação ao real, cotado a R$ 1,5640 na compra e R$ 1,5660 na venda.
Cena externa
Domina a atenção dos investidores a possibilidade de resolução do impasse da dívida americana, atualmente em US$ 14,3 trilhões.
Está previsto para hoje a votação no Congresso dos Estados Unidos, com vistas a elevar o teto da dívida e traçar um plano de contenção do déficit público.
Sem uma resolução, em 2 de agosto o governo americano não terá recursos para honrar alguns de seus compromissos.
O índice Standard & Poor's 500 subia 0,59%, para 1.312,57 pontos. O índice Nasdaq, termômetro de tecnologia, apreciava 0,86%, para 2.788,52 pontos. Já a referência da Bolsa de Nova York, o Dow Jones, ganhava 0,41%, aos 12.353,60 pontos.
A discussão em torno da dívida pública americana tirou do foco os indicadores econômicos publicados hoje, que apresentaram desempenho positivo.
O número de novos pedidos de auxílio-desemprego caiu em 24 mil na última semana, para 398 mil novas solicitações, ficando melhor do que o estimado por analistas (415 mil novos pedidos).
Já a venda de imóveis pendentes avançou 2,4% em junho, enquanto analistas previam uma queda de 3%.

terça-feira, 7 de junho de 2011

PALESTRA RENDA FIXA

PALESTRA DE FUNDO IMOBILIARIO

Aumento da liquidez dos FIIs é resposta a vantagens do produto e expansão do setor

http://www.acionista.com.br/investimentos/060611_FIIs.htm
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Destaques em rentabilidade em 2010, com um ganho de 26,8% frente à queda de 1% no Ibovespa, os Fundos de Investimento Imobiliário (FII) listados na BM&FBOVESPA continuam chamando a atenção neste ano. O destaque maior vai para o Rio Bravo Renda Corporativa (FFCI11), com rentabilidade de 21,74%, bem acima do fraco desempenho do Ibovespa (recuo de 7,2%), conforme dados divulgados em relatório da Interbolsa no dia 02.06. A explicação para o bom desempenho é o contínuo aquecimento do mercado imobiliário, mesmo diante das medidas macroprudenciais colocadas em prática para conter a inflação, como observa o economista-chefe da Interbolsa, Júlio Hegedus Netto.
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As estimativas de que o montante de financiamento ao setor vai aumentar cerca de 10% e alcançar um novo recorde de R$80 bilhões neste ano é um forte indicativo de que o mercado de FIIs vai continuar crescendo. Esse movimento vem progressivamente de alguns anos, com o aumento do crédito voltado à construção e a partir da flexibilização¹ que permitiu a esses veículos investirem não só em estruturas e imóveis fixos, mas também em outros ativos do setor imobiliário, como terrenos, projetos na planta e até produtos mais complexos de captação como os Certificados de Recebíveis Imobiliário (CRIs).
Além da abundância de recursos, os FIIs vêm ganhando relevância pelo aumento da liquidez no mercado secundário, especialmente em operações entre investidores individuais, conforme observa o diretor da Brazilian Mortgages, Rodrigo Machado. Uma medida para isso é a representatividade que esses fundos têm diante das negociações dos demais fundos listados em bolsa. Eles são responsáveis por cerca de 8% dos negócios, que no ano passado significou um montante de R$500 milhões. “Se fizermos um paralelo com as ações small caps listadas na BM&FBOVESPA, os FIIs têm uma liquidez melhor e são mais conservadores, além de estarem alinhados com um tipo de investimento que o brasileiro sempre gostou de fazer, que é investir em imóveis”, argumenta Machado.
O educador financeiro, Mauro Calil, dá outra medida de liquidez, que coloca esses fundos em vantagem até em relação a seus próprios lastros. “O fracionamento de um imóvel que o investidor vai ter à disposição em um fundo dá mais agilidade na hora de vender e é mais barato para comprar”. A cota mínima de R$ 1.000,00 e a isenção de Imposto de Renda a cotistas pessoas físicas em algumas condições² são vantagens que podem explicar esse desempenho crescente em termos de liquidez, rentabilidade e volume negociado. Essas duas características são outros diferenciais apontados por Calil como decisivas para optar pelos FIIs ao investir no setor.
A diversificação do investimento nestes fundos e a segurança em aplicar em inquilinos que podem ser grandes empresas – parte considerável dos lastros dos 101 fundos listados na BM&FBOVESPA (pouco mais de 30 são abertos e têm cotas negociadas) – são outras características que Calil usa para afirmar que investir em FIIs é a melhor opção para o investidor que quiser ter posição no mercado imobiliário brasileiro.
Apesar disso, ainda é um produto pouco popularizado em relação ao próprio imóvel físico. Mas a expectativa é que o avanço deste mercado continue junto com o próprio setor imobiliário. Segundo Calil, o próprio boom dos preços dos imóveis nos últimos anos estimulou a venda do imóvel físico e a compra de cotas de fundos imobiliários. A partir desse movimento, se observa um outro tipo de evolução, que é a complexidade dos FIIs. Recentemente a Brazilian Mortgages lançou um produto um pouco diferenciado, e já comemorou o sucesso da terceira emissão do BC Fundo de Fundos de Investimento Imobiliário. Ele é o primeiro fundo de fundos brasileiro, que permite o investimento simultâneo em vários fundos imobiliários. A oferta foi considerada um sucesso e teve grande participação dos investidores pessoa física, de acordo com a empresa.        
¹A partir da regulamentação da Instrução CVM nº 472, que vigora desde 03/12/2008, estes fundos puderam investir em vários títulos e valores mobiliários que tenham como foco e/ou lastro principal o mercado imobiliário. O artigo 45 desta Instrução define os ativos em que os FII’s, como são chamados, podem investir. Entre eles estão prédios de escritórios, galpões, hospitais, universidades e shopping centers. Fonte: Fundo Imobiliário Consultoria.
² Há a retenção de 20% a título de Imposto de Renda, qualquer que seja o cotista. A Lei 11.196/05 estendeu os benefícios (do inciso III do artigo 3º da Lei 11.033/04) de isenção do Imposto de Renda sobre as distribuições pagas a cotistas Pessoa Física, nas seguintes condições: (1) o cotista beneficiado tem que ter menos do que 10% das cotas do fundo; (2) o Fundo tem que ter, no mínimo, 50 cotistas; e (3) as cotas do fundo têm que ser negociadas exclusivamente em Bolsa ou mercado de balcão organizado. No caso de ganho de capital que o cotista porventura obtiver na venda de cotas, atualmente, qualquer que seja o contribuinte, há uma retenção de 20%, exclusivamente na fonte. Fonte: Fundo Imobiliário Consultoria.

*Editado e Publicado em 06/06/2011
Elaborado e editado pela jornalista Grazieli Inticher Binkowski
redacao@acionista.com.br

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Próxima ajuda à Grécia deve sair no início de julho


País terá que aprofundar as medidas fiscais, de reformas estruturais e de privatização para atingir as metas previstas por UE, BCE e FMI 

SÃO PAULO - A partir das próximas semanas, o Banco Central Europeu, o FMI e a Comissão Europeia devem começar a discutir as "modalidades de financiamento para o programa econômico da Grécia", segundo nota distribuída nesta sexta-feira, 3. Segundo o comunicado,  após a conclusão desse processo e a aprovação do Conselho Executivo do FMI e do Eurogrupo, a próxima tranche estará disponível, o que está previsto para ocorrer no início de julho.
03 de junho de 2011 | 13h 39

Nesta sexta, após algumas semanas de avaliação do cumprimento das metas do programa de ajuda da UE, do BCE e do FMI do ano passado, as equipes técnicas que representam cada uma das autoridades divulgaram a conclusão da missão na Grécia. A "troika", como vem sendo chamado as equipes, concluíram que o país terá que aprofundar as medidas fiscais de reformas estruturais e de privatização para atingir as metas previstas no programa.
Novos empréstimos
O primeiro-ministro de Luxemburgo e presidente do Eurogrupo, Jean-Claude Juncker, afirmou esperar que os países da zona do euro forneçam novos empréstimos para a Grécia depois que o primeiro-ministro grego, George Papandreou, prometeu criar uma agência para realizar vendas rápidas e transparentes de ativos estatais.
No entanto, Juncker sugeriu que os empréstimos só serão fornecidos se credores do setor privado da Grécia voluntariamente oferecerem algum tipo de apoio para manter o país financiado. As declarações foram feitas depois de duas horas de reunião entre as duas autoridades.
"Eu espero que o Eurogrupo concorde que o financiamento adicional seja fornecido para a Grécia sob rígidas condições", disse Juncker. "Essas condições incluirão o envolvimento do setor privado em base voluntária e esse envolvimento terá de ser negociado com os credores privados", afirmou.
"Sob essas condições e nessa base, é óbvio que não haverá saída da Grécia da zona do euro (...) e a Grécia será capaz de honrar suas obrigações", acrescentou Juncker. Papandreou reiterou as declarações de Juncker e disse que a Grécia permanece comprometida com o cumprimento de todos os seus compromissos. Nenhum dos dois respondeu a perguntas de jornalistas.
Novos progressos
O BCE, o FMI e a Comissão Europeia disseram, em nota divulgada há pouco nesta sexta, que novos progressos foram feitos pelo governo da Grécia com as reformas estruturais.
"Legislação para modernizar a administração pública, reforma da saúde, melhorias no funcionamento do mercado de trabalho, eliminação de obstáculos à criação e funcionamento de uma empresa e liberalização do transporte e energia já foram implementados ou estão em andamento", segundo a nota.
As instituições disseram também que governo grego vai continuar a avançar nessas áreas, com particular ênfase nos próximos meses sobre os condutores do crescimento, como a recuperação da indústria do turismo e a remoção dos obstáculos administrativos para a exportação.
Para se certificar de que as estruturas da reforma são eficazes o mais breve possível, as autoridades gregas irão reforçar o processo de implementação, nomeadamente através da assistência técnica do FMI, os Estados-membros e a Comissão Europeia, e colocar os mecanismos de acompanhamento em andamento, de acordo com a nota.
Fonte: Estadão.com.br